Inverno: Temporada de doenças
Esta é a segunda matéria sobre cuidados para seu pet no inverno, na outra matéria falamos que Animais de estimação também podem pegar doenças de inverno. Com o assunto em alta na mídia, falaremos também sobre a gripe suína, será que os pets também estão ameaçados?
Nariz escorrendo, tosse, febre… Você sabia que os animais também sofrem com as doenças de inverno? Para preservar a saúde deles, é preciso redobrar os cuidados na época mais fria do ano. Confira algumas dicas para ter sucesso nessa tarefa.
Coisa de pele
Muitos pensam que por conta da pele e da pelagem dos cães, esses animais podem facilmente se adaptar às baixas temperaturas do inverno, mas isso pode não ser suficiente para protegê-los do frio.
O corpo dos bichinhos não sofre grandes transformações físicas para esse período, por isso é preciso se ter mais cuidado na alimentação, no abrigo e na rotina do seu pet.
Primeira medida
Abrigar o animal em local protegido de vento, chuva, sereno, etc., é o primeiro item da lista. Portanto, se ele dorme fora de casa, precisa ter sua casinha ou canil para ficar aquecido.
“Alguns cães, mesmo tendo onde se abrigar, preferem dormir ao relento. Nesse caso, é preciso prender o animal, principalmente em dias muito chuvosos”, aconselha o veterinário Marcelo Quinzani.
Tem filhotes em casa?
Eles merecem atenção redobrada, pois até os dois meses de idade não são capazes de manter a temperatura do corpo, perdendo calor facilmente.
Para eles, é fundamental o abrigo e a energia fornecida pela alimentação, que deve ser oferecida até quatro vezes ao dia.
“Manter a ninhada em ambientes pequenos, forrar com panos embaixo e dentro da casinha ou caminha onde eles dormem, são atitudes simples e que mantêm o aquecimento”, ensina o veterinário.
Cães idosos
Quando têm idade avançada, os pets sofrem com problemas como artrose, calcificações na coluna e hérnia de disco, o que faz com que sintam mais dor nos dias frios.
Para eles e para os animais de pelagem curta a orientação é agasalhar com roupas específicas.
“Se houver sinais aparentes de dor, dificuldade de locomoção ou de se levantar pela manhã e sensibilidade ao toque, o ideal é procurar um especialista para checar a necessidade de medicação analgésica”, orienta Quinzani.

Altere a rotina!
Dar mais comida está entre as dicas para ajudar o animal a se esquentar.
Se ele não tiver tendência à obesidade ou problemas decorrentes dela, aumente de 15 a 20% a oferta de alimento.
Troque também os horários de passeio, procurando levar o animal para a rua nas horas quentes do dia e quando o sol ainda está presente.
Na hora do banho
No inverno, procure aumentar o intervalo entre os banhos, e os faça em locais protegidos e em dias mais quentes.
Depois da lavagem, seque os pêlos do cachorro com secador, mas tenha cuidado com o choque de temperaturas.
“Seja o banho em casa ou no pet shop, deixe o animal em um lugar protegido por 20 minutos depois da secagem. Isso evita que ele corra riscos a desenvolver doenças respiratórias”.
A pergunta que todos querem sabe é:
Meu pet pode pegar a gripe suína?
Segundo o veterinário Marcelo Luiz, o vírus que deixa o planeta em alerta não representa ameaça aos pets: “Cães e gatos só são infectados por agentes contraídos de seres da mesma espécie”.
Consultoria: Marcelo Quinzani, veterinário e diretor do Hospital Veterinário Pet Care, de São Paulo.
Por: Denise Galvão
Fonte: Revista Malu
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