As melhores técnicas para corrigir comportamentos indesejados em cães


Quem tem cão gosta que ele seja bem comportado. Mas na prática, nem sempre as intervenções do dono para corrigir comportamentos indesejados parecem adiantar. Muitas vezes, os maus hábitos persistem e até se intensificam. Há quem se resigne e suporte o desgaste, enquanto outros perdem a paciência e dão um jeito de se livrar do desordeiro.

Com o desenvolvimento do comportamentalismo animal nas últimas décadas, diferentes técnicas para educar cães puderam ser mais bem avaliadas e comparadas. Graças a isso, hoje há um bom leque de opções ao alcance de quem busca alternativas para educar o próprio cão.

Três renomados comportamentalistas – Alexandre Rossi, Cláudia Pizzolatto e Rubia Burnier – selecionaram as diferentes técnicas de correção de maus comportamentos mais adequados para serem aplicadas por donos de cães. Suas sugestões levam em conta a eficácia dos métodos e o baixo risco de machucar e de causar traumas.

Vale à pena aprender e educar corretamente o cão. Afinal, quando ele se comporta bem, a qualidade de vida é muito superior para ele e para nós. E como a educação comportamental é um processo contínuo, que precisa de tempo para o que é ensinado ser absorvido e de mais tempo ainda para os novos hábitos serem incorporados, é fundamental saber fazer a coisa certa no momento certo. Por isso, se o dono do cão perceber que o controle sobre a educação do animal está escapando das suas mãos, deve recorrer à orientação de um comportamentalista profissional. Dessa maneira, poderá aprender a educar corretamente e assim, aumentar as chances de obter um melhor comportamento do animal de estimação daí por diante.

 

Dicas para todo comportamento

  • Assim como há estratégias específicas para a correção de maus hábitos, existem outras importantes para seguir em todas as situações. São Elas:
  • Só interromper ou desestimular um mau comportamento no exato momento em que acontece, para haver associação de idéias. O mesmo sincronismo vale para recompensar os comportamentos que desejamos reforçar;
  • Direcionar as intervenções exclusivamente para corrigir ações, nunca para revidar nem extravasar raiva;
  • Jamais ser permissivo com o cão quando ele está tendo um comportamento que se tenta abolir. Todos os moradores da casa precisam participar do esforço;
  • Interromper ou desestimular um comportamento indesejado é apenas parte da educação. É preciso ao mesmo tempo, reforçar os comportamentos desejados, por meio de recompensas.
  • A premiação é feita agradando o cão com carinhos, petisco (pedaços pequenos), brincadeiras;
  • É importante intensificar a prática de atividade física se o mau comportamento tiver origem na necessidade de descarregar energia, como quando o cão late muito, destrói objetos, rouba comida, lambe compulsivamente o corpo ou até mesmo fica mais agressivo. Brincadeiras de explosão, como pegar bolinha ou frisbee, bem como caminhadas são muito úteis nesse sentido. Uma dica para aumentar o consumo de energia pelo cão nas caminhadas é pôr nas costas dele uma mochila, inicialmente com cerca de 5% do peso corporal dele, podendo ser aumentado até 10% a 12% se o animal for saudável, tiver massa muscular e apresentar boa estrutura óssea;
  • Observar sempre os sinais de evolução do aprendizado. Caso não ocorra uma melhora, é porque o método está sendo improdutivo e precisa ser corrigido. Em vez de desistir de uma estratégia que não deu resultado, deve-se verificar como realizá-la corretamente e insistir no treinamento. Se mesmo assim não der certo, adota-se uma nova estratégia.

 

Técnicas para corrigir comportamentos

Aqui mostraremos algumas técnicas que ajudam a interromper ou desestimular comportamentos dos cães.

Dar bronca (interrupção por liderança)

Usar para:

  • Interromper mau comportamento leve, como eventuais latidos em excesso, filhote que mordisca a mão de alguém; desentendimento superficial entre dois cães;
  • Reforçar liderança – se o cão afronta o dono, como acontece quando ele olha para a pessoa enquanto faz as necessidades no lugar errado.

Aplicação: a bronca deve ser dada de modo que o cão conclua que está em posição hierárquica inferior. Isso é de fundamental importância para o mau comportamento ser interrompido e a liderança do dono ser confirmada. Na linguagem canina, o líder é calmo e seguro de si. Por isso, fique de pé, calmo e seguro de si. Olhe firmemente para os olhos do cão e aponte para ele com o corpo levemente inclinado na direção dele. Faça a sua voz soar firme e ameaçadora e, sem gritar, diga uma palavra curta e seca, como “não”, “pára”, “hey”, “ah”. Só interrompa quando o cão baixar os olhos.

Riscos

  • Só ser obedecido quando estiver presente;
  • Não conseguir impor sua liderança com a bronca e o cão continuar fazendo o que não deve;
  • A bronca ser histérica e o cão ficar com medo de você;
  • O cão gostar da bronca por estar recebendo atenção da sua parte e praticar o comportamento indesejado com maior freqüência;
  • Você ter mostrado insegurança ou medo durante a bronca e o cão, se for dominante e territorial, atacá-lo para mostrar que o líder é ele.

Vantagens: reforça a posição de líder do dono quando a bronca é bem aplicado; não depende de equipamentos; é fácil de aplicar a qualquer momento e não oferece risco de machucar o cão.

Desvantagem: dar a bronca conseguindo se impor exige habilidade.

Erros a evitar: gritar, fazer gesto que faça o cão se sentir ameaçado; dar bronca quando o cão, na verdade, busca a sua atenção.

 

Estouro de estalinho (interrupção por susto)

Usar para:

  • Interromper mau comportamento persistente – situações indesejadas repetitivas, como latir em excesso, cavar buracos, roer objetos ou ser possessivo em relação a eles.

Aplicação: manter estalinhos (biribas) no bolso ou por perto. O estalinho deve ser jogado a cerca de 40cm do pé do cão. São fundamentais o elemento-surpresa e o uso do estalinho no momento exato em que o cão se comporta inadequadamente.

Riscos

  • Se o cão tiver medo de fogos de artifício pode ficar com mais medo ainda e mais sensível a ruídos que ele não percebia antes (fogos de longa distância);
  • O dono só ser obedecido quando estiver presente;
  • O cão passar a evitar contato com o dono, o que facilmente pode ser revertido quando se sabe atrair o cão para atividades interessantes e mais adequadas.

Vantagens: não machuca, é barato e não requer muita habilidade.

Desvantagens: não funcionam com cães que não se incomodam com estampidos. Para poder usar estalinhos, é preciso tê-los em estoque.

Erro a evitar: aplicar em cão sensível demais.

 

Chacoalhar lata com moedas (interrupção por susto)

Usar para:

  • Interromper mau comportamento quando os estalinhos são ineficazes ou se o cão tiver medo de fogos de artifício – mais barulhento que o estalinho, é mais assustador do que ele para o cão que não teme fogos, mas é menos assustador para o cão que os teme.

Aplicação: perto de cada local onde o costuma praticar ato indesejado, mantenha um chocalho (lata de refrigerante ou cerveja com 12 moedas de 1 centavo ou 10 de 5 centavos, com a boca fechada com fita adesiva). São fundamentais o elemento-surpresa e chacoalhar no momento exato em que o cão se comporta inadequadamente. Dê a chacoalhada regulando a força para que o barulho não seja intenso ou fraco demais (é preciso saber dosar a intensidade do susto – não se ensina nada pelo medo, a não ser que o animal seja capaz de lidar com isso). Se o cão não interromper a ação, tente fazer barulho mais forte ainda.

Riscos

  • Se o barulho for fraco, o cão continuará fazendo o que não se deve, mas se o barulho for excessivamente forte, poderá assustar o cão a ponto de lhe causar dano psicológico;
  • Você só ser obedecido quando estiver presente;
  • O cão passar a evitar contato com o dono, o que facilmente pode ser revertido quando se sabe atrair o cão para atividades interessantes e mais adequadas.

Vantagens: é fácil de preparar, não tem custo, não oferece risco de causar dano físico ao cão.

Desvantagens: não é tão prático quanto o estalinho, que dá para levar no bolso. Requer habilidade para não fazer barulho antes de dar a chacoalhada – é importante pegar o cão de surpresa para aumentar a chance de o susto fazer efeito.

Erro a evitar: aplicar em cão sensível demais.

 

Snappy Trainer: barulhão e movimento (interrupção por susto)

Usar para:

  • Interromper a aproximação do cão do exato local onde ele pratica uma ação indesejada, sem precisar de alguém para dar o susto – subir em sofá, mexer em lata de lixo, mexer na pia; mexer na mesa; cavar buraco repetidamente num mesmo lugar.

Aplicação: arma-se a peça como se fosse uma armadilha. Basta a vibração produzida pela aproximação do cão para o sistema ser acionado e produzir um movimento rápido com barulho, que assusta. Sempre que a peça estiver desarmada, deve ser rearmada e recolocada no local, até o acionamento deixar de ser provocado.

Vantagens: é impessoal (não há como o cão associar o susto ao dono), interrompe a ação mesmo quando o dono não está por perto para fazê-lo pessoalmente, não machuca nem traumatiza o cão.

Desvantagem: se o cão for muito confiante e seguro pode ficar curioso e querer brincar de “lançar” o snappy trainer.

Erros a evitar: não armar direito; deixar sem rearmar quando é desarmado; colocar só um snappy trainer onde é preciso ter mais – se num sofá grande houver hapenas um snappy trainer, o cão pode se instalar no lado desprotegido.

Riscos: nenhum.

 

Espirrar água (interrupção por incômodo e susto)

Usar para:

  • Interromper mau comportamento persistente em cães que se sentem incomodados ao serem molhados – latir em excesso, cavar buracos, apresentar possessividade em relação a objetos, montar na perna das pessoas simulando cópula.

Aplicação: manter cheio um spray de água, gelada ou em temperatura ambiente (trocá-la diariamente), regulado para produzir jato de água muito forte, em local estratégico da casa. Se necessário, ter mais de um spray à mão, em locais diferentes. Aplicar o jato de surpresa no focinho do cão (área mais sensível), de uma distância de meio metro, de cima para baixo, para evitar que entre água pelas narinas dele ou, se o cão estiver de costas, aplicar atrás da cabeça. Não usar spray que já conteve produto tóxico.

Risco

  • Você só ser obedecido quando estiver presente;

Vantagens: não machuca; é barato; não oferece risco de danos psicológicos ao cão. O cão apenas percebe que o dono não está contente com a atitude dele.

Desvantagens: requer habilidade para surpreender o cão (é fácil ele perceber o spray antes de receber o jato de água) e para não molhar pessoas ou objetos nas proximidades; nem todos os cães interrompem a ação com espirro de água.

Erros a evitar: espirrar água nos olhos e ouvidos do cão; ameaçá-lo antes com palavras e, com isso, tirar o efeito-surpresa do jato de água.

 

NUNCA BATER

Bater no cão é a pior maneira de educá-lo. Há risco de machucá-lo seriamente, atingindo-o com força exagerada durante um acesso momentâneo de raiva. Pode-se também, causar distúrbios comportamentais sérios, como deixar o cão medroso e motivar reações agressivas de auto-proteção. O uso da agressividade tem, ainda, o inconveniente de induzir o cão a ser agressivo com quem ele considera estar em nível hierárquico inferior a ele, incluindo aí outros membros da família.

 

Mudança firme de direção (interrupção por desestabilização da ação)

Usar para:

  • Interromper a ação de puxar a guia.
  • Reforçar liderança.

Aplicação: mudar de direção com firmeza, assim que o cão começar a puxa a guia. As puxadas são feitas sempre para o lado e nunca para trás.

Risco

  • Se a virada for brusca demais, o tranco pode machucar o cão.

Vantagens: ajuda o cão a controlar a ansiedade; não causa dano psicológico ao cão.

Desvantagem: não há.

Erro a evitar: aceitar algumas puxadas sem mudar de direção (se o cão puxar para fazer xixi, por exemplo) – depois de puxar e conseguir chegar aonde queira, o cão poderá passar a puxar mais; perder a paciência e mudar de direção bruscamente demais. Dar a puxada para trás, podendo machucar o cão.

 

Ignorar o cão (desestímulo por falta de retribuição)

Usar para:

  • Desestimular repetições de ações realizadas em busca de atenção – situações em que fica claro que o cão age em busca de atenção, como roubar objetos pessoais do dono, morder a barra da calça, pular no dono, tocar com as patas o corpo dele ou montar na perna dele, dar mordidelas, pedir comida quando o dono está na mesa, latir, rosnar ou demonstrar agressividade. Usar também quando se descobre que o cão fez necessidades no lugar errado depois que passou o prazo para dar a bronca.

Aplicação: ignorar por completo a intervenção do cão. Não fazer carinho nele, não passar a mão nele, nem olhar para ele, não o empurrar, não mencionar o nome dele nem dizer nada para ele. Sem qualquer contato visual, físico ou verbal com o cão, saia do ambiente onde ele está.

Risco

  • Dar atenção ao cão quando ele ainda não interrompeu por completo a ação indesejada e, com isso, reforçar o mau hábito.

Vantagens: não causa danos físicos ou psicológicos; pode ser aplicado em qualquer hora e em qualquer local sem depender de equipamento.

Desvantagem: às vezes, demora bastante para dar resultado. Apesar de nenhum cão gostar de ser ignorado, alguns são teimosos e não desistem facilmente, o que pode fazer o dono perder a paciência e voltar a dar atenção. É preciso ser muito consistente e não desistir no meio do treinamento nem permitir que outros membros da família “sabotem” quem está corrigindo o cão.

Erros a evitar: dar atenção ao cão quando ele ainda não interrompeu a ação indesejada.

 

Não entregar recompensa (desestímulo por falta de retribuição)

Usar para:

  • Desestimular a repetição de uma ação indesejada deixando de dar a recompensa que o cão ganharia se tivesse agido conforme o desejado – possessividade em relação a objetos, xixi no lugar errado, não atendimento imediato ao chamado do dono.
  • Reforçar liderança – a dominância do dono é enfatizada quando ele fica na posse do objeto desejado pelo cão, ou seja, no controle da situação.

Aplicação: se ocão tiver bastante interesse na recompensa que está na mão do dono, mas age incorretamente, o dono, além de dar bronca, depois de exibir o prêmio, não o entrega. A idéia é enfatizar a liderança do dono e tomar a perda da premiação mais incômoda para o cão, de modo que na próxima vez ele se esforce mais para recebê-la.

Risco

  • Dar a recompensa mesmo sem o cão ter executado a ação desejada – isso reforçaria a liderança dele e a desobediência.

Vantagem: não causa traumas.

Desvantagem: se o cão for muito independente ou pouco motivado por petiscos pode não ser obtido dele o resultado esperado.

Erros a evitar: dar a recompensa sem o cão ter deixado de mostrar a dominância que se está combatendo (o dono não deve ficar com pena do cão, não deve ceder a seus apelos).

 

Maus comportamentos: programas de correção

Veja aqui quais iniciativas pode tomar para corrigir maus comportamentos específicos do seu cão.

 

Fazer necessidades no lugar errado

  • Por desconhecer o lugar certo: facilitar o acesso ao local certo, manter o cão em área próxima ao local e recompensá-lo quando acertar. Depois de ele estar bem condicionado, dar mais espaço, vigiar e levá-lo ao local certo várias vezes ao dia;
  • Como desafio ao dono: interromper com bronca;
  • Por medo ou ansiedade: ignorar e procurar um comportamentalista para tratar a causa da ansiedade ou do medo excessivos (é o caso do cão que se urina todo quando o dono fala com ele).

 

Roer objetos proibidos

  • Filhote: interromper com bronca. Dar brinquedos adequados para roer. Nos locais que o filhote costuma roer, passar um spray amargo apropriado. Se persistir, interromper com spray de água, estalinhos ou lata com moedas.
  • Adulto: interromper com bronca e proporcionar mais exercício físico. Se não funcionar, interromper com spray de água ou lata com moedas.

 

Cavar

  • Interromper com spray de água, estalinhos, lata com moedas;
  • Lugar cavado repetidamente: antes de tapar o buraco, preencher com fezes do próprio cão. Se não resolver: usar o snappy trainer ou pôr uma bexiga, nem cheia demais nem murcha demais, no fundo do buraco e cobri – lá com terra. Quando o cão cavar, a bexiga estourará, assustando-o. Repetir enquanto o cão escavar o local. Pode-se também usar repelente próprio para jardim.

 

Subir nos móveis

  • Por prazer: interromper com snappy trainer;
  • Para desafiar o dono: interromper com bronca.

 

Latir excessivamente

  • Interromper com spray de água, estalinho ou lata com moedas.

 

Pular nas pessoas

  • Ao festejá-las: ignorar;
  • Montar na perna simulando cópula: interromper com bronca. Se não funcionar, interromper com spray de água ou com susto (lata com moedas ou estalinho).

 

Morder por brincadeira

  • Sair de perto – deixar o cão sozinho.

 

Dominância ou agressividade com o dono

  • O cão dominante ou agressivo precisa aprender a comandos de obediência. Se você não tiver medo dele, e ele mordeu você, ponha a coleira nele e faça- o obedecer a pelo menos três comandos (senta, deita, fica, etc.). Aja com firmeza e dê menos atenção ao cão até ele ficar menos agressivo. Se você tiver medo doção, chame um especialista – há risco de a situação fugir do seu controle. Na segunda vez que o cão morder, saia do lugar sem fazer contato visual com ele e chame um especialista – você não está passando a mensagem corretamente. Enquanto o especialista não chegar, ignore o cão.

 

Agressividade com outros animais

  • Interromper com bronca.

 

Puxar a guia

  • Interromper mudando a direção.

 

Ser possessivo

Se o cão for dominante, mantenha-o com uma coleira no pescoço, para poder controlá-lo com maior facilidade.

  • Possessividade em relação a objetos: interromper tirando o objeto do cão. Se o cão escapar com o objeto, na próxima vez, quando ele estiver com o objeto na boca, interromper com spray de água, estalinho ou lata com moedas.
  •  Possessividade em relação a pessoas: a pessoa alvo da dominância tem de ignorar o cão. O dono do cão deve tirá-lo do ambiente, inclusive se estiver no colo da pessoa. Se o cão rosnar, leva bronca antes de ser posto para fora.
  • Ciúmes do dono ou de outra pessoa: se o cão fica muito grudado em você quando aparece outra pessoa, para reduzir a possessividade dele faça-o esperar antes de dar atenção. Se, por ciúmes de outra pessoa, o cão gruda demais nela quando você aparece, impeça que ele tenha acesso à pessoa por um tempo. Se não der certo, repita, até dar certo.

 

Consultores:
Alexandre Rossi, zootecnista e comportamentalista, com mestrado em Comportamento Animal – www.caocidadao.com.br. Cláudia Pizzolatto, comportamentalista – www.lordcao.com.br. Rubia Burnier, veterinária e comportamentalista – www.espacoanimal.com.br.

Fonte: Revista Cães & Cia

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